Carlos Brandão Schwab
02/05/2008Apresentação:
Jambrão - Carlos Brandão Schwab, solteiro, 41, bibliotecário, autodidata em informática (ignorante por conta própria, como bem disse o poeta Mário Quintana). Brinco com computadores desde 1986 e uso software livre desde 1996. Não sou um expert ou programador, considero-me no máximo um usuário avançado. Atualmente trabalho com administração, manutenção e suporte em redes, servidores, hardware e o que mais for necessário para deixar um computador funcionando e retirar os usuários chatos de minha volta.
Qual foi teu primeiro contato com o Tchelinux?
Como colaborador, em sua primeira fase. Quase um fundador.
Qual teu papel dentro do grupo?
Qualquer, menos higiênico. Aliás, como a quase totalidade do grupo, sou um faz-tudo, só não pago boquete nem dou a bunda.
O que te motiva a participar do grupo?
A sensação de estar fazendo algo mais que só utilizar software livre. É uma das muitas formas de colaborar para a "causa", com a grande vantagem que, neste grupo, o fazemos por gosto e vontade, sem buscar autopromoção, e com os objetivos de disseminar uma boa idéia e mostrar à todos que não é preciso ser um expert em programação para participar.
Por que tu usas Software Livre?
Porque funciona muito bem e não dá dores de cabeça. Suas outras qualidades são efeitos colaterais benéficos bem vindos, mas não foram tão determinantes em minha escolha quanto os pontos citados no início. Apesar dos aspectos político-filosóficos intrínsecos à idéia de software livre propostos por Mr. Stallaman e "sua" FSF, esses sequer foram levados em conta em minha escolha.
Na tua opinião quais são os principais problemas do Software Livre na atualidade?
Faço minhas as palavras do Casantos: Visões estreitas de alguns grupos ou pessoas que tentam impor às demais seu próprio conceito de "liberdade", restrito e unívoco. Pessoas, grupos e empresas que aproveitam o embalo pra obter benefícios sem contribuir de maneira correspondente..
Que hardware tu tens?
Pentium 4 HT 3GHz, 512Mb RAM, 200Gb de disco, rodando Slackware 12.1.0 (dual boot com Windows XP Pro); AMD Turion 64x2 1.9GHz, 1Gb RAM, 120Mb de disco - notebook HP6650br - rodando KUbuntu 7.10; AMD Athlon 900, 384Mb RAM, 40Gb de hd rodando Windows XP Pro; Alguns cacarecos como um K6II 550, um Pentium 100 e um velho 486 DX4, meu socorro quando preciso do velho DOS.
Que sistema operacional tu usas?
Slackware 12.1.0, KUbuntu 7.10 e Windows XP Pro em casa. Windows 2000, XP e 2003 no trabalho.
Qual teu ambiente desktop favorito?
KDE, XFCE e Fluxbox. Nessa ordem
Que editor de texto tu usas?
Vi.
Quais são seus aplicativos prediletos?
Mozilla Firefox/Thunderbird, Xine, MPlayer, XMMS, vim e OpenOffice são os que mais uso atualmente.
Qual a aparência do teu Desktop?
KDE padrão, meus papéis de parede e alguns poucos ícones na área de trabalho.
Que sites tu acessas para te manter informado?
Nenum especificamente, bebo de várias fontes. Incluindo as formas analógicas, como o bom e velho jornal impresso em papel.
Que costumas fazer quando estás longe dos computadores?
Descansar, ler, paper com amigos, passear, assistir tv, filmes, enfim, uma infinidade de coisas. Normalmente, passo meu período de férias inteiro sem tocar em computadores. O máximo que chego perto deles é quando uso algum caixa eletrônico.
Cite uma personalidade do Software Livre
Linus, Linus Van Pelt.
Como tu te descreves?
Além de gordo, cabeludo e com um cavanhaque indecente, não classifico-me como nerd, embora até possa sê-lo. Sou um divulgador do software livre, um entusiasta. Detesto as palavras "evangelizador" e "militante" e, na maioria das vezes, quem as usa. Gosto de aproveitar os pequenos prazeres que a vida proporciona, companhia de amigos, vinhos, boa comida, cerveja, literatura, música (com sérias restrições à rap, funk e derivados também aquela coisa, mista de mariachi com brega que os paulistas teimam em chamar de sertanejo e as "novidades" do Pará e Bahia) e ócio puro e simples. Detesto multidões, mas diferentemente do Casantos, suporto grupos bem maiores do que quatro pessoas. :)
Palavras finais:
Conheça, aprenda, leia, pense, pergunte se tiver dúvidas, arrgace as mangas e meta mãos à obra. Faça isso sem medo. Conhecimento e informação nunca são demasiados. Aprenda a julgar por ti próprio, a partir de tuas próprias impressões e, mesmo que faças uma bela cagada, a terás feito por tua conta e, sem dúvida alguma, terás aprendido algo. Enfim, pense, essa é verdadeira e única liberdade que nós temos. Vale para o software livre. Vale para a vida. The end.
