Frederico Bohne Espinosa
02/05/2008Apresentação:
Meu nome é Frederico Bohne Espinosa, conhecido no Tchelinux por Bohne. Sou da boa safra de 1968, graduado em História pela UFRGS, concursado na PROCERGS onde trabalho já fazem 10 anos. Já fui atendente de help-desk, suporte Unix e agora me aventurando a sério no mundo da programação. Tomei contato com o Linux ainda na UFRGS, pois apesar de estar no curso de História, tinha uma bolsa no Instituto de Matemática. Na PROCERGS, tive a sorte e o privilégio de participar da montagem do primeiro FISL. Daí para frente foi aprender mais e mais e cá estou. Sou casado e tenho um filho de 12 anos. Minha esposa nem chega perto de Linux. Meu filho já deu uma olhada mas prefere o videogame e os encontros com o pessoal da Tche. Não obrigo ninguém a usar Software Livre, desde que não me obriguem a deixar de usar.
Qual foi teu primeiro contato com o Tchelinux?
Creio que foi nos idos de 1993. Era uma das primeiras releases do Debian, baixada por FTP e instalado por disquetes de 5,1/4". Poucos lembram o calvário que era instalar essa distro.
Qual teu papel dentro do grupo?
No início, fui mais atuante na organização do grupo, eventos. Atualmente estou mais como um observador e dou meus palpites vez ou outra..
O que te motiva a participar do grupo?
Principalmente o fato de partilhar o conhecimento. Não existe coisa mais útil que se possa fazer do que ensinar os outros a "pescar", e também aprender com os outros sobre outras técnicas de "pescaria".
Por que tu usas Software Livre?
Pela gama de opções que ele gera. Poder ler o código e entendê-lo ou melhorá-lo é um bom caminho para a interação saudável e cooperativa entre os povos. Parece piegas, mas se levado a sério, é uma saída para o rumo que a humanidade está tomando.
Na tua opinião quais são os principais problemas do Software Livre na atualidade?
Ahhh, essa é mais fácil que dar um `ls`. O maior problema são os falsos profetas. Parece bíblico, não. E é assim que eu quero que pareça. Acaso você sabe qual a atividade humana mais antiga na face da Terra? Se respondeu o meretrício, errou. É a apropriação indevida. Não vamos conseguir nos livrar dessa cepa podre, mas devemos saber que existem. Essa gente que infla o ego dos programadores, analistas, hackers; fazendo-os acreditar em projetos sociais de inclusão digital e que depois se apropria e vai para a mídia como se todo o mérito fosse dele. Acaba se tornando "o guru", enquanto o trabalhador de verdade é espoliado. Esse é o principal problema do Software Livre. Se existem outros, serão facilmente resolvidos se conseguirmos extirpar esses sugadores de nosso meio.
Que hardware tu tens?
Atualmente tenho um Notebook HP, serie Pavilio dv5000, 2Gb de RAM, rodando Ubuntu Linux. O outro é um eeePC de 4G, rodando o Xandros da ASUS.
Que sistema operacional tu usas?
Eu utilizo exclusivamente Linux a uns 9 anos, tanto em casa como no trabalho. Mas como digo para meus colegas da minha equipe de trabalho, que usam Windows: Se minha chefia algum dia disser que o Linux não faz mais parte da política da empresa, volto para o Windows sem problemas. Radicalismos não levam a nada. Já estive daquele lado e aprendi que não vale a pena.
Qual teu ambiente desktop favorito?
Tenho muito gosto com o FluxBox. Ambiente leve, limpo e orientado a teclas de atalho. Na época que eu o utilizava, não me preocupava sequer em travar o desktop. Era uma tela preta e ninguém conseguia abrir uma aplicação que fosse. Hoje utilizo o Gnome, muito mais pela facilidade de ter os documentos visíveis na área de trabalho do que por alguma outra funcionalidade. Mas o WM favorito mesmo eh o bom e velho FluxBox. Ahh, isso pq o WindowMaker não é mais atualizado.
Que editor de texto tu usas?
Ahhh, esse não abro mão mesmo! É o "vi", atualmente "vim". Se preciso de mais alguma formatação, utilizo o Abiword
Quais são seus aplicativos prediletos?
Pidgin, Firefox, Deluge, GnomeBaker, Evince, Comix, Audacious, Gimp. E, depois do Ubuntu, virei fã do Synaptic. Com a idade, a gente fica mais preguiçoso.
Qual a aparência do teu Desktop?
Bom, como tinha dito antes, usava o FluxBox, então eu gosto de desktop limpo, sem muito pinduricalho piscando, bipando ou tremendo. No Gnome, tenho sempre uma pasta chamada "A_Organizar", onde jogo tudo que está espalhado na área desktop, para que esta fique sempre o mais limpa possível. Com os ícones que não posso tirar, deixo-os o menor possível, 24x24 é um bom tamanho.
Que sites tu acessas para te manter informado?
Meu Deus. Agora pegou pesado. Depois do advento do Google Reader, acesso só ele. Mas os principais para me manter informado são o site da BBC, Terra, Zero Hora, Folha de São Paulo, o site Inovação Tecnológica (http://www.inovacaotecnologica.com.br), Popular Science (http://www.popsci.com/), Viva o Linux, The Red Ferret Journal, Notícias Linux, Planeta Ubuntu BR, Br-Linux e mais outros de uma lista de 64 inscrições RSS.
Que costumas fazer quando estás longe dos computadores?
Gosto muito de ficar arrumando o que fazer na manutenção da minha casa. Manter minhas poucas roseiras. Uma boa leitura, um almoço com os amigos e uma boa dose de auto-controle para conter a síndrome de abstinência.
Cite uma personalidade do Software Livre
Não tenho uma preferência única nesse quesito. Gosto muito do Julio Cezar Neves, do Aurélio (o Verde), sou fã incondicional do pessoal da Solis, que na época em que conheci, eram alunos da Univates. No exterior tenho que referir os nomes do Timothy Ney e do Maddog, que advogam em favor do Software Livre de maneira lúcida (e dou graças por não serem os únicos.). Entenda que são alguns nomes. Na nossa comunidade, existe um número sem fim de personalidades favoritas. Meus amigos, meus colegas de trabalho; onde em muitos casos são ambas as coisas. Aquele maluco que cria um plugin para o Firefox ou outro que publica um tutorial para utilizar aquela maldita webcam. Nossa comunidade não é regida pela mídia, onde personalidades são as que aparecem na TV. Nossas personalidades na comunidade são como lampejos de um farol. Volta e meia iluminam nosso caminho para mantermos o rumo certo e se apagam novamente, prontas a aparece quando menos esperamos. Melodramático? Mas não vi maneira melhor de expressar isso. A propósito: Respondi a pergunta?.
Como tu te descreves?
Vamos ver como fica melhor... Ahh, sim: Sou um Oficial da Reserva, graduado em História pela UFRGS, e tinha como hobby a informática; que passou em um concurso para o Estado. A História ficou como hobby e a informática como profissão. Hoje, sou uma mescla das duas coisas. Tenho em mim a praticidade da informática e a crítica que permeia o estudo histórico. Sou seguidor fiel da idéia de que o homem deve aprender com os erros, e como isso é difícil
Palavras finais:
Já parou para pensar naquela frase batida e desbotada do Ernesto Che, mas sob o viés da nossa comunidade? "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás." Pense!!.
